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Dom Aníger Francisco de Maria Melillo


• 27 de junho de 1911 – nasceu em Campinas filho de Vicente Melillo e Regina Morato Melillo.
• 31 de dezembro de 1933 – ordenado sacerdote, em Campinas
• 29 de maio de 1960 – nomeado bispo de Piracicaba por João XXIII
• 29 de junho de 1960 – ordenado bispo, em Campinas, por Dom Rui Serra, bispo de São Carlos
• 15 de agosto de 1960 – posse canônica em Piracicaba
• 11 de janeiro de 1984 – sua renúncia foi aceita pelo Papa João Paulo II
• 17 de abril de 1985 – faleceu em São Paulo




Com a renúncia de Dom Ernesto de Paula, o Santo Padre João XXIII nomeou, para sucedê-lo na sede de Piracicaba, o então Cônego Aníger Francisco de Maria Melillo, pároco em Iracemápolis, da Arquidiocese de Campinas. Sua nomeação deu-se no dia 29 de maio de 1960. A tomada de posse em Piracicaba deu-se a 15 de agosto do mesmo ano.

Dom Aníger já havia trabalhado em Piracicaba, nos primeiros anos de sacerdócio (de 1937 a 1940), como coadjutor do Monsenhor Rosa na Matriz de Santo Antônio. Participou do Congresso Eucarístico, no qual a diocese foi instalada, em 1944.

Foi pároco da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Campinas, e depois reitor do Seminário Diocesano de Campinas. Em 1955 foi nomeado pároco de Iracemápolis. Lá celebrou seus 25 anos de sacerdote, em 1958. Deixou a paróquia ao ser nomeado bispo de Piracicaba.

Tendo como lema episcopal “Omnes unum sint” (Que todos sejam um), na diocese exerceu todo o seu tempo de ministério episcopal, de 1.960 a 1.984. Governou efetivamente a diocese até 28 de fevereiro de 1980, quando assumiu Dom Eduardo Koaik como Bispo Coadjutor e Administrador Apostólico, mas continuou como bispo titular até 11 de janeiro de 1984, quando sua renúncia foi aceita pelo Papa João Paulo II, tornando-se bispo emérito.

Ao iniciar seu ministério na diocese, visitou todas as paróquias, reconhecendo o trabalho de seu antecessor e tomando ciência das dificuldades e necessidades. Uma das primeiras preocupações de Dom Aníger foi com a organização da Pastoral Familiar e para tanto incentivou a implantação, na diocese, do Movimento Familiar Cristão. Estimulou os movimentos leigos, notadamente os Focolares e os Cursilhos de Cristandade. Ficou conhecido como o “Defensor da família”, pela sua luta intransigente contra a legalização do divórcio.

Durante o período da ditadura militar, em 1966, marchou à frente das forças vivas na defesa dos princípios democráticos, em Piracicaba e Rio Claro. Abriu as portas da Catedral para abrigar reunião de estudantes da Escola de Agronomia e os acompanhou em passeata.

Criou a Faculdade de Serviço Social, o Colégio Comercial “Imaculada Conceição” e o Cemitério Parque da Ressurreição. Reformou e ampliou as instalações da casa de campo dos seminaristas, no Bairro Nova Suíça, transformando-a no novo seminário diocesano que, no final de 1966, encerrou suas atividades, passando o prédio a abrigar o Centro Diocesano de Formação. Deixou vários imóveis pessoais para o patrimônio da diocese.

Participou do Concílio Vaticano II (1962-1965).

Dinamizou o trabalho pastoral diocesano na linha do Plano de Emergência da CNBB. No dia 9 de maio de 1967, constituiu o primeiro Conselho Diocesano de Presbíteros, com as finalidades a ele atribuídas pelo Concíclio Vaticano II. Em dezembro do mesmo ano, dividiu a diocese em três regiões pastorais: Piracicaba, Rio Claro e Capivari. Criou doze paróquias e ordenou catorze padres diocesanos.

Teve a alegria de poder ordenar padre, a pedido do Cardeal Dom Agnelo Rossi, seu próprio pai, o Dr. Vicente Melillo, viúvo e com 83 anos.

Depois de passar o governo da diocese a Dom Eduardo, em 28 de fevereiro de 1980, mudou-se para a capital paulista, residindo com a família, o que lhe permitiu cuidar melhor de sua saúde. Sempre que podia auxiliava na Catedral da Sé, sobretudo atendendo confissões.

Quando decidiu pedir a renúncia de bispo diocesano, Dom Eduardo aconselhou-o a que esperasse um tempo, para poder celebrar antes seus 50 anos de sacerdócio.

Em 1983 celebrou seu Jubileu de Ouro Sacerdotal. A diocese havia lhe preparado e vinha desenvolvendo um programa de festividades durante o segundo semestre desse ano. Mas, a partir do mês de novembro, foram interrompidos os atos comemorativos face à grave doença de que Dom Aníger fora acometido. Como ele não pôde estar na Catedral no dia 31 de dezembro, data de seu Jubileu, Dom Eduardo esteve em sua casa, para celebrar, junto com os familiares, a Eucaristia dos seus 50 anos de padre.

Faleceu em 17 de abril de 1.985, no Instituto do Coração, em São Paulo, aos 74 anos de idade. Foi velado em Piracicaba, na Catedral de Santo Antônio, em cuja cripta se encontra sepultado.

Dom Aníger é patrono de uma escola em Piracicaba, no bairro Bosques do Lenheiro.

 

 

 


Dom Frei Fernando Mason, OFM Conv
Período: 24 de junho de 2005 até hoje



Dom Moacyr José Vitti
Período: 5 de julho de 2002 até 18 de junho de 2004



Dom Eduardo Koaik
Período: 28 de fevereiro de 1980 até 5 de julho de 2002



Dom Aníger Francisco de Maria Melillo
Período: 15 de agosto de 1960 até 28 de fevereiro de 1980



Dom Ernesto de Paula
Período: 8 de setembro de 1945 até 9 de janeiro de 1960



Dom Paulo de Tarso Campos
Período: 11 de junho de 1944 (instalação) até 8 de setembro de 1945


Fonte: Diocese de Piracicaba